Três amigos, uma calçada, muitas histórias e pensamentos...

Este é um blog escrito a seis mãos. Apresentamos aqui a vocês as três cabeças que aqui vos escreve: Felipe, Zilda e Ana Catarina. Escrevinhando sobre os mais diversos problemas do cotidiano humano. A cada semana um novo tema, uma nova ousadia escrita.
Divirtam-se!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Apresentação: Os três patetas (Por Ana)



Estavámos nós três, Zil, Lipe e Ana, andando pela calçada da Avenida Oceânica, na Barra, bairro de Salvador, e tivemos a idéia deste blog. Uma forma boa de estarmos juntos quando não estamos. Até o segundo semáforo pensávamos no título, foram várias as idéias, e então: " Conversa de Calçada" (Idéia de Lipe). E ficou. Eis a criança parida! E agora estamos aqui postando nossas idéias para nós e para quem vier!
E o tema que nos rumou ao Porto da Barra foi : Relacionamentos e mediocridades. Profundo hein? É, essas coisas passionais sempre nos impulsionam a escrever, nem que sejam cartas de suicídios para pés de coentro. 
Mas Enfim eis o tema. Extenso e devaneado por nós.

As frases da conversa foram:
 Profundidade da relação a dois:
Felipe:
"Se agente for muito profundo ou elas se assustam ou elas não acreditam"
Zilda:
"Quem esnoba é porque acreditou. E então você tem um trunfo na mão."
E Ana pensava em uma música de Cazuza que ela gravou errada (para ela tava certa).:
" Eu quero a sorte de uma amor bandido com sabor de fruta mordida. Nós na saída no embalo da rede..."

Eis o balbuciar do tema...
Próximo pensante me complete ou não.

Sobre o auto-saber...

Esses dias estou aprendendo a não aprender muito.
Porque o saber é um perigo para aqueles que o desejam. A mediocridade é algo ás vezes tão feliz que até sinto inveja dela. Se necessitasse tanto ser medíocre seria muito mais feliz. Mas não consigo. E isso as vezes me chateia.
 Preciso de conhecimento. E muito mais do que o conhecimento preciso da troca. Trocar com o outro me faz alguém melhor. Aprendo, a cada nova sentença e atitude que o outro tem comigo e com o mundo. E esse é o conhecimento que busco. Conhecimento capaz de romper a barreira da mediocridade. A Barreira da solidão de idéias. Não quero ser gênio incompreendido. Porque nenhum gênio sabia o que era.
Esses rótulos e estereótipos aprisionam mais que definem. E não precisamos de vãs definições, pois o melhor da vida é a surpresa do desconhecido.
O ser humano precisa de ideais. Precisa de propósitos, de direções, de questões. Porém muitas vezes buscamos isso no lugar errado. Achamos que iremos encontrar nossos ideias nos outros, nas coisas, nas situações. Mas não. O nosso ideal está em nossas mãos. Já nasceu em nós. Só que estamos tão preocupado em viver o mundo que esquecemos de viver o que somos. Viver nós mesmos.
E então vivendo o que já possuímos em nossas mãos, produzindo com o que nos é trazido de dentro para fora, atraímos o que precisamos para completar o que pensamos.
O nosso maior algoz e o nosso maior amigo somos nós mesmos. Se você parar para refletir é capaz de pensar quem te levou para as melhores situações da sua vida e para as piores mancadas: Você!
E isso é muito claro.
Porém o que nos leva a esses lugares? A esses momentos de alegria ou de tristeza e amargura? O nosso ego, o nosso querer que ás vezes é tão insano, tão descompromissado com nossa alma que esquece de nossas limitações e de nossa essência. O ego atropela a nossa consciência sempre. E seguimos errantemente. Sem aparente destino, ou propósito. O único seguir é o alimento do próprio ego. Do próprio eu. E este eu se envolve tanto na mediocridade do mundo e das leituras que se esquece de quem é.
Achamos então que o mais importante é o adquirir. Adquirir novos amores e emoções que nos tragam uma boa sensação, nem que por alguns instantes ou anos. E depois que elas, ou eles, vão embora o que sobra?
Um eu amargurado! Um eu desconsolado, carente, solitário! Perdido em meio a tanto querer do ego ansioso.

É então chegada a hora da renascença da consciência!
(Ana Catarina Braga)